Êxodo Cap. 11, 12 e 13

ShemôtÊxodo Cap. 11, 12 e 13

——- Considerações Importantes! ——-

 Êx. 11:4,5 –  Moisés disse: Assim diz o Senhor: Cerca da meia-noite passarei pelo meio do Egito. E todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta no seu trono, até ao primogênito da serva que está junto à mó, e todo primogênito dos animais.

D’us ao julgar o Egito, não fez distinção. Ele trouxe juízo desde o maior, até o menor. D’us não faz acepção de pessoas, excetuando os justos, na hora do juízo. Este seria o pior juízo de D’us sobre os egípcios. É interessante notar que esta praga foi tão severa que até os filhos de Israel estavam sujeitos a ela. Para escaparem com vida, os hebreus teriam de demarcar as portas de suas casas com o sangue de um cordeiro especialmente preparado para aquela ocasião. D’us então estabelece a primeira festa dos judeus, o Pêssach (passagem ou Páscoa), que seria o maior símbolo da redenção através do Sangue do Cordeiro de D’us, Jesus.

A cerimônia da Páscoa envolve um jantar em família, onde os filhos de Israel deveriam preparar um cordeiro sem mácula e sem defeito. O sangue desde cordeiro deveria ser colocado nos umbrais das portas da casa de cada hebreu. Ao ver o sangue, o anjo da morte pouparia a casa. Além da carne do cordeiro preparado, os hebreus deveriam também comer ervas amargas e pães sem fermento, pois D’us ordena que todo fermento fosse retirado de suas casas para a celebração desta cerimônia.

 Êx. 12:12 – E ferirei na terra do Egito, todos os primogênitos, desde os homens, até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito; Eu sou o Senhor.

E ferirei qualquer um dos primogênitos, sem importar qual a categoria; e todos os elohêi Mitsráim – “deuses do Egito”. Deve-se notar aqui que toda vez quando celebramos a festa de Pêssach (Páscoa) estamos relembrando toda a história de libertação do povo hebreu da escravidão do Egito e, consequentemente, estamos também, por ato profético, julgando os deuses locais de nossa cidade e de nosso país.

 Êx. 12:13 – O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue passarei por vós, e não haverá entre vós, praga destruidora.

Raá – “ver, considerar, discernir”. Quando D’us olhasse para o sangue, Ele haveria de constatar que alguém já havia morrido e pago o preço naquele lugar; O sangue era sinal de que o preço já fora pago, a dívida já não existia. Então, Ele passaria passách – “passar por cima, saltar por cima”. É dessa raiz que vem a palavra Pêssach – “passagem, Páscoa”. Israel celebra a Páscoa com muita propriedade. Ela tem o caráter profético. Ela fala de uma saída da escravidão para a liberdade, para ser realmente livre de qualquer jugo.

Êx. 12:14 – Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.

No dia do juízo na terra do Egito, D’us ordenou instituir uma festa. “Memória” – zikarôn, “algo memorável, que precisa ser registrado”. “Celebrar” – chagág, “marchar em uma procissão sagrada, observar um festival, fazer um banquete, celebrar um feriado.”

Êx. 12:23 – Porque o Senhor passará para ferir os egípcios.

Nesse versículo o verbo utilizado não é passách, mas sim havár, com o mesmo sentido. Ele demonstra que D’us em pessoa haveria de atravessar no meio do arraial, e vendo a marca do sangue, não deixaria que o destruidor atingisse aquele lar. D’us foi pessoalmente acertar as contas com o Egito. Agora Faraó, o Egito e os demônios estão sendo plenamente envergonhados pelo Senhor.

Em todos os lares por onde D’us passou houve um morto entre os egípcios. E fez-se grande clamor. Faraó então chamou Moisés e Arão, e os mandou partir com todo o seu povo. Os israelitas foram empurrados para fora do Egito, tamanha a raiva de que eram alvo. O Egito estava de luto, pois o D’us de Israel havia passado por lá. Já em Israel havia celebração e sentimento de liberdade, pelo que D’us havia feito.

Êx. 12:32 – Levai também convosco vossas ovelhas e vosso gado, como tendes dito; ide-vos embora e abençoai-me também a mim.

A batalha já havia sido consumada, o inimigo havia sido destruído, e eles agora passavam e recolhiam o “despojo” e iam embora vitoriosos. Nem os seus próprios tesouros os egípcios reteram para si. O ímpio pode realizar muitas coisas, mas quem irá usufruir tudo seremos nós, como aconteceu no Egito. Eles foram obrigados a entregar seus tesouros para os israelitas. Tudo o que há no mundo de melhor pertence a nós, pois somos os despojadores do “Egito” (mundo), e de lá  (daqui) sairemos com as malas cheias de ouro e prata. Assim D’us faz conosco. O povo de Israel saiu do Egito, numeroso e rico. Não nos esqueçamos de que ouro e prata, no sentido espiritual, falam de eternidade e da redenção.

Êx. 13:3,4 – Lembrai- vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte, o Senhor vos tirou de lá […] Hoje, mês de Abib, estais saindo.

*O mês Abib ou Nissan é considerado o primeiro mês do calendário litúrgico judaico.

No 14ª dia desse mês é a celebração da Pêssach (Páscoa) nas gerações dos judeus, como estatuto perpétuo. A saída da escravidão para a Terra Prometida é a coisa mais importante do Antigo Testamento. É uma figura da nossa redenção em Jesus e de nossa passagem para a Vida Eterna, a qual se inicia no “deserto”, ou seja, neste mundo em que vivemos. Nele é que devemos tomar a decisão mais importante de nossa vida.

Êx. 13:9 – E será como sinal na tua mão, e por memorial entre os teus olhos; para que a Lei do Senhor esteja na tua boca; pois com mão forte o Senhor te tirou do Egito.

O crente, quando sai do “Egito” (mundo), deve também celebrar a Páscoa para lembrar que Jesus o remiu de seus pecados. Isso é somente o início de um grande processo de desenvolvimento da salvação. Muitos supervalorizam o primeiro passo da conversão, ou seja, a fé, e a confissão, e acabam estagnando-se nesta fase. Mas D’us nos lembra também da outra parte desse processo, que é caminhar na direção do lugar para onde iremos: a Terra Prometida, que D’us jurou a dar a nossos pais, a Canaã espiritual, o Paraíso, a Eternidade.

Êx. 13:17,18 – Tendo Faraó deixado ir o povo, D’us não o levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que era mais perto […] Porém D’us fez o povo rodear pelo caminho do deserto, perto do mar vermelho; e; arregimentados, subiram os filhos de Israel do Egito.

Shalách – significa, em hebraico, “enviar, comissionar”. Deste radical vem a palavra – shalíach, enviado ou apóstolo.

Quando D’us mandou Moisés sair com o povo israelita, não os mandou passar pelas terras dos filisteus, cuja distância era muito menor. D’us os mandou pelo caminho da península do Sinai, costeando o mar Vermelho, caminho muito mais distante. Tal motivo se deve, talvez, porque D’us viu que eles ainda não estavam preparados e disciplinados. Eles não conheciam ainda Suas leis e Seus estatutos. D’us os levou pelo caminho oposto para treiná-los na disciplina e para que conhecessem melhor o seu D’us espiritualmente, antes que eles tomassem posse da Terra Prometida.

D’us sempre sabe quando, como e por onde nos conduzir, mais do que nós mesmos, porque Ele conhece nossas fraquezas e limitações. Eles andaram 40 anos no deserto, em hebraico Arbaím – “quarenta”, cuja raíz é ravá, que significa “quadrado”, no sentido espiritual de ser ou estar “calibrado, ajustado, provado e testado”. A Bíblia nos mostra que o número quarenta indica uma espera por longo tempo visando treinamento, provação e aperfeiçoamento. Muitas vezes o número 40 aparece na Bíblia, por exemplo:

  • Moisés andou com o povo 40 anos no deserto;
  • o dilúvio durou 40 dias;
  • os profetas jejuaram 40 dias;
  • Paulo jejuou 40 dias;
  • Jesus jejuou, no deserto, 40 dias antes de iniciar o ministério.

Êx. 13:21 – O Senhor ia adiante deles, durante o dia numa ‘coluna de nuvem’ (heb. amúd anân), para os guiar pelo caminho (dérech), e durante a noite numa ‘coluna de fogo’ (amúd êsh), para alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.

O Senhor manifestava-se por meio de uma coluna, a fim de que não se desviassem do caminho, como também para afugentar os animais e inimigos. Vemos nisso a exatidão dos planos de D’us, ao tornar possível conhecerem o tempo para mover e o tempo para acampar, indicados pela Sua presença, por intermédio desses pilares. Nenhum guia, exceto D’us, poderia usar tal método para ensinar seu povo a andar com Ele. Ainda sim o povo morria por sua incredulidade. Embora tivesse o pilar de fogo, não criam no poder de D’us. Podemos ter certeza pela experiência vivida pelos filhos de Israel no deserto, D’us hoje encontrará um meio de nos mover ou nos parar exatamente no momento e no lugar certo que Ele deseja. Que o Eterno possa nos parar quando e onde tiver que nos parar, e nos mover para onde Ele quiser. Ajuda-nos, ó Pai, a acertar nosso caminho.

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